Bianca Marques
“Meu mundo não tem nada de intelectual ou atual não tem nada de inteligencia, não peça para ser mais do que sou, nem tampouco desmereça meu crescimento se não sou do teu tamanho é porque meu ego ainda consegue ser controlado a ponto de EU ser apenas EU e mais ninguém...”
Não sei até quando vou me enganar dizendo que não quero mais, que simplesmente desisti. Em momentos dolorosos esse foi o meu refúgio e com o passar do tempo conseguir me adaptar a essa vida que não queria levar. Esconder-me das coisas que eu mais desejo conquistar se tornou involuntário. Talvez eu tenha perdido a pureza, aquela inocência que me fazia acreditar que com o passar do tempo tudo iria ficar bem. O tempo passou e só me trouxe um olhar torto e egoísta do mundo. Mas ainda tem o que e faça acreditar que todas as lágrimas derramadas sejam por arrependimento ou por decepções foram provas de que sobrevivi a cada obstáculo. E absorvi muitas coisas, acredite! Mas o fato que todas as lembranças vividas vão ficar em um lugar perdido no passado, não só me trás a sensação de angústia, mas de culpa. E querendo ou não é uma sensação que me invade, me torturando com a verdade que agora bate em minha cara, me mostrando o que me tornei. Sou responsável por cada escolha sim, mas nunca soube de tudo, e são seus meus pés cheios de calos que vão me mostrar aonde errei e aonde posso errar… “Você me veio como um sonho bom e eu me assustei, não sou perfeito. Eu não esqueço a riqueza que nós temos, ninguém consegue perceber. E de pensar nisso tudo, eu, homem feito tive medo e não consegui dormir…” Bianca Marques.
A escuridão esconde o verdadeiro tamanho dos medos, das mentiras e dos arrependimentos. A verdade é que eles são mais sombra do que realidade, por isso parecem maiores no escuro. Quando a luz brilha nos lugares onde vivem no seu interior, você começa a ver o que são realmente.
“Deus não precisa castigar as pessoas pelos pecados. O pecado já é o próprio castigo, devora as pessoas por dentro. O objetivo de Deus não é castigar, Sua Alegria é curar”
Entre tantos questionamentos que me rodea, me perco com a mais simples pergunta, “Quem eu sou?”, “Qual a minha identidade?”, “O que verdadeiramente gosto?”, “Quem verdadeiramente me tornei?”
Pode ser bastante confuso, mas triste é descobrir que sou apenas um reflexo de uma sociedade suja e cruel. Minhas vontades são manipuladas pelo consumo. Sinto-me traída ao descobrir que uma das coisas que mais idealizo conquistar, não vai passar de um sonho tolo, existente apenas em minha cabeça. Minha LIBERDADE. Mas afinal, existem pessoas libertas desse mundo capitalista, onde Deus é o dinheiro? É talvez exista sim, mas são tratados como os rebeldes, os foras da lei…
O que é pensar por si só, já que desde meu nascimento fui regida por um mundo cheio de regras, cheio de “ética”.
Como dia Raul Seixas “Todo homem tem o direito de viver a sua própria lei.” Mas a questão é, será que estamos aptos a isso?
De certo só carrego erros…de erro todos os acertos que pregam o arrependimento por suas consequências…E hoje firmo o braço e levanto acima da cabeça a paz…não seria a respiração um vento? Nesse momento acredito que sim…
Tenho o maior medo desse troço de ser normal. Pessoas normais são tão iguais, tão repetitivas, tão cansativas. Eu gosto mesmo é de coisa nova. De aproveitar a vida. Ser louco, mas ser do meu jeito.
Se eu tivesse a cabeça que eu tenho agora, com certeza minhas atitudes seriam bem diferentes. E com certeza um presente bem melhor. Mas não consigo me arrepender de nada, tudo aquilo era uma fase, uma fase que tinha que ser vivida. Não queria me prender a um mundo que não era meu.
Bianca Marques
Ariana de 15 anos, sou irônica, atrapalhada, pirracenta, orgulhosa, risonha, crítica... Sou uma pessoa que pensa e acredita em um mundo melhor, da mesma maneira que em que acredito que só haverá melhoria quando tiver atitudes... Começando por mim mesma! Assim como todas as pessoas, tenho minhas vontades, meus medos e minhas fraquezas, mas sei bem que cada vontade minha me torna única. Quero poder caminhar com as minhas próprias pernas e depois vê que eu fui autora da minha história. Entre muitas caractristicas na qual eu tenho, prefiro me definir apenas como uma "metaformose ambulante".